domingo, 31 de agosto de 2008

O que é a vida diga lá meu irmão

É incrível como minha vida tem sido nesses últimos messes.
Não me lembro outra época que estive tão calmo e consciente. parece que quando você para de se preocupar as coisas puramente vem.
Nunca conheci tanta gente nova e diferente em tão pouco tempo. Fazia tempo que não conhecia tantos lugares novos, conversava sobre tudo (ou quase tudo). Seja pessoas pra conversar, meninas pra ter alguma coisa a mais, as coisas parecem que simplesmente estão acontecendo. Não to dizendo que eles são meus amigos pra vida, que vão me ajudar no leito de morte, até porque amigos são raros e nem to procurando isso.
To sedento por gente nova, conhecimentos novos, cabeças diferentes da minha, estilos de vidas diferente.
Sexta-feira conheci uma menina da forma mais tosca e improvável possível, falei a ela dos meus problemas, as coisas mais intimas, do que tenho medo, do que realmente quero, me mostrei pra ela sem defesas. Trocamos telefone, ficamos de nos achar pelo orkut. Talvez nunca mais a gente vá se ver, mas que vou demorar muito pra esquecer aqueles rostinho, ah se vou!
Parece que quanto mais coisa nova eu vou descobrindo, mas tenho certeza do que eu sou, e mais importante do que eu quero ser.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Uma história de sucesso

Texto original: Pedro Ivo Resende


Algum débil mental, destes que vestem o cachorro com casaco em dias frios, teve a brilhante idéia de reunir a velha turma do colégio dez anos depois. Prepararam uma quadra de queimada para as meninas, mas nenhuma delas se dispôs a jogar. Quer dizer, a Renata até que se empolgou com a idéia e surgiu com uma bola debaixo do braço. Mas aí alguém se lembrou de que ela só tinha estudado com a gente por três meses, se mudando com os pais pra Belo Horizonte antes do primeiro semestre. Tecnicamente não fazia parte da turma.

- Tirem ela daqui.

Três homens cercaram Renata e a arrastaram pra fora da festa. Eu aproveitei a confusão para puxar conversa com a Marisa, a nossa "garota-mais-bonita-da-classe". Deus, ela continuava linda.como seus esforços não trouxeram resultado, Marcelo Belloti apelou para um truque sujo.

- Bons tempos aqueles, hein, Marisa.
- É... Olha, segura aqui a minha empada que eu vou ali no banheiro e já volto.

Fiquei segurando aquele salgadinho por uns quarenta minutos. Alguém depois me disse que ela escapou pela janelinha do banheiro, pulou do play para a garagem e voltou correndo assustada para casa. Guardei a empada no meu bolso e fui pro salão de festas, dançar aquelas músicas manjadas dos anos noventa, tipo Sandy e Jr. E como nunca fui muito bom de dança, fiquei encostado na parede, estalando os dedos e fazendo "whooooo"s.

- Digi dig digi boy "puboy"...
- Whoo!
- vem brincar comigooo...
- Whoo-hooo!

Depois de algum tempo um sujeito barbudo apareceu e cochichou algo no ouvido do DJ, que abaixou a música e veio falar no microfone:

- Pessoal, pessoal... [barulho de microfonia] Atenção: os "whooo" e "whooo-hooo"s foram proibidos na pista de dança. Para que ninguém se sinta prejudicado nós reservamos a salinha do depósito, com um radinho de pilha, para o os adeptos do "whoooo". Obrigado.

Procurei pela salinha e, quando a encontrei, vi que estava lá o Leleco, um dos meus melhores amigos.

- E aí, Leleco, quanto tempo!
- Fala, rapaz.
- Que surpresa te encontrar na sala dos "whooo-hoo"s! Vamos cantar e nos divertir pra cacete, hein?
- Peraí... Sala dos whooo-hoo´s? Eu tava conversando sobre matrix com um pessoal lá no pátio e me disseram que aqui ia acontecer uma convenção sobre ficção-científica, depois um jogo de RPG.
- Ahhnn, sim. Bem, tchau então.
- Peraí, aonde você vai?
- Me teletransportar.

Apesar de não ter sido um adolescente muito popular, hoje em dia as coisas eram diferentes. Não podia ficar ali perdendo tempo com o Leleco. Precisava me enturmar com o pessoal do pátio e mostrar para eles como eu mudei.

- ... um contrato de U$ 100 milhões com essa firma alemã.
- Boa noite, macacada!
- Quem é esse?
- Não conheço.

Uau, toda a elite da turma estava lá. Inclusive o Marcelo Belloti de Almeida, ou MBA, capitão do time de futebol americano da nossa escola e agora um empresário de sucesso. E tinha mulheres em volta, dezenas delas! Enquanto euainda estava no 30° periodo de engenharia, morando na casa dos pais.

- Pô, Marcelo, sou eu.
- Não converse diretamente comigo. As pessoas podem nos ver. Fale antes com esse cara.
- Tá... Ei, diz pro Marcelo que tenho guardada lá em casa a Exame. Aquela em que ele aparece na capa, pulando carniça com o Jack Welsh.
- Eu não falo nada.

A roda de conversa se fechou e eu fiquei de fora. Me afastei um pouco e sentei em cima de um criado-mudo, onde pude escutar belas histórias sobre o countryside inglês e a ascensão dos vinhos californianos no mercado internacional. E se você prestasse bastante atenção poderia ouvir. Ouvir o tique-taque dos relógios Rolex. Aquilo foi me dando nos nervos. "Aspen", tique-taque, "cuecas de seda", tique-taque, "muzzarela de búfala", tique-taque. Não agüentei e explodi:

- Seus putos!! Vocês se acham o máximo, não é? Sempre se acharam. Ficam aí arrotando caviar e vindo com esse papo de Chiquinho Scarpa. Pensam que são os fodões da festa. Mas deixa eu contar um negócio pra vocês: eu sou o sujeito mais bem-sucedido, inteligente e culto daqui!

Toda a roda de conversa se entreolhou, tentando entender o que acontecia ali. E logo quando uma mulher estava prestes a se dirigir à minha pessoa, provavelmente com uma crítica embasada e construtiva, eu emendei:

- E eu vou provar tudo isso entrando dentro dessa porra de criado-mudo!!

Houve uma comoção geral. Todos começaram a me cercar, enquanto eu tentava caber dentro daquele móvel minúsculo com todo meu peso. Empurra daqui, espreme dali. E para a surpresa deles, eu realmente consegui entrar no criado-mudo. Minha cabeça tinha ido parar numa gaveta e meus braços pendiam pra fora. As mulheres estavam fascinadas com aquilo. Me achavam exótico, excêntrico, compacto. Nunca tinham visto isso no catálogo de móveis da Macy´s. Queriam me levar para casa. Já o MBA ficou transtornado com a cena. Não se conteve e começou a chutar o móvel.

- Saia! Saia daí, seu pequeno demônio!

E eu ali, protegido dentro daquele pequeno ninho, seguro da minha inteligência, de toda minha vasta cultura. O móvel balançava, mas não a minha auto-estima. E Largou uma nota de cinco reais no chão. Por puro reflexo, saí de dentro do criado-mudo.

- Opa, o dinheiro é meu, vi primeiro!

Mas, ao contrário do esperado, MBA não desejava me agredir. Estava eufórico para que eu saísse dali de dentro e me transformasse, o mais rápido possível, no vice-presidente das suas empresas. Nunca tinha visto uma demonstração tão aguçada de criatividade e dinamismo. Subitamente me vi transformado no que sou hoje: um mega-executivo de sucesso. Minha biografia agora é contada em slides de Power Point mundo afora. Eu verto uma enxurrada de dólares diariamente, como numa violenta e doce diarréia. Daquela época de fracasso, pouco ficou. A única coisa que me mantém em contato com o passado é a Joana. Ela é uma das minhas criadas. É muda. De vez em quando eu também entro dentro dela, mas aí vocês já não tem nada a ver com isso.

sábado, 24 de maio de 2008

Soluções para a vida dos outros

As pessoas são bem interessantes, elas têm a mania estranha de acharem que sabe o que é melhor pros outros. Vou dar três situações em que isto acontece:
Situação 1

Vem um gordo na rua:

-Ta mais magro, fulano!?
-Não, pra falar a verdade to 7kg mais gordo.
-Tem certeza, você parece tão mais magro..
-Deve ser impressão sua
-deve ser mais podia jurar..

Ou

-Olá Fulano tudo bom!? Tava pensando em você ontem, tava lendo uma revista e vi uma dieta ótima de folhas verdes e pimenta, você come por 7...

-Eh valeu, mas não to de regime

-Ah não, mas é que...

-E que?

-Nada, você viu o jogo ontem!?

Situação 2

Ou então se vê alguém fumando..

-meu tio fumava três maços de cigarro a 20 anos e parou de fumar, um livro que ajudou ele a parar foi, Como parar de fumar usando as boas vibrações de marte

- E?

- E que se você quiser..

Situação 3

- Olha você viu que abriu as inscrições da faculdade FODA?
- Foi!?
- Eu vi o curso de [insira um curso qualquer] que achei a sua cara

Você não sabe o que os outros querem, não tente adivinhar. Quem disse que um cara que não fez faculdade foi porque, pobre coitado, não teve oportunidades; pois é claro que TODOS querem ter essa chance. Tem gente que simplesmente não quer, os motivos não interessam, sei lá se o cara não gosta de estudar e pronto, ou se ele até queria mas tem preguiça e prefere ficar sem fazer merda nenhuma, ou se ele tá satisfeito com o trabalho dele. O que a maioria não entende é que ao invés de chegarem apresentando soluções para o maior dos problemas dos outros na melhor das intenções deveriam primeiro checar a se os outros consideram isso um problema ou não.
Você primeiro deve perguntar a pessoa se ela quer parar de fumar, se ela está interessado no regime milagroso que uma amiga da sua prima fez, se ela quer fazer PHD em harvard. Assim você pode evitar de ser aquela pessoa intrometida e chata.


p.s- Eu me interesso em perder 300kg com um regime milagroso, fazer phd em harvard e essas coisas todas, mas só falo por mim.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Família

Eu amo minha família!
Tá,isso é a declaração mais obvia que eu já fiz!
Pensa comigo: Se eu matar 4 pessoas a machadadas, esquartejá-las,por os pedaços nuns saquinhos plásticos pra ficar comendo durante a semana e for preso.Quantas vão estar lá por mim!?Quantas vão me visitar na prisão? Quanto você vai sofrer por eu estar preso. vai me Levar bolinho nos dias de visita? Eles iriam, isso se chama amor incondicional! E é esse suporte incondicional que me faz uma pessoa mais segura,confiante,calma.Se tem algo de bom em mim é por culpa deles. Tenho bons exemplos em casa.
lembro das noites acordadas da minha mãe quando eu estou doente, dos 25 remédios caseiros, das brigas com meu pai por ele querer sempre o melhor de mim.
Quantas coisas não passei com minhas irmãs!?
Nós estamos longes da perfeição mas sabe quando as minhas vitórias e derrotas não são só minhas ? Tá ai a diferença!

A vida dá muitas voltas mais dia, menos dia, deixaremos de viver juntos, essa semana tentei imaginar uma vida onde eles não existissem, penso em outra coisa no mesmo instante, ah coisas que simplismente estão fora...

sábado, 10 de maio de 2008

Uma das coisas mais infames que já vi são os nomes das operações da policia federal.
depois neguinho vem reclamar queninguém leva a sério a policia, mas levar a sério alguém que ponhe nomes escrotos a operaçóes sérias é foda.
Eis ai alguns exemplos:
Que merda de delegado escroto ponhe o nome de Game Over a operação de cassação das maquinas niques,
Good Vibe - Eles tão prendendo os traficantes opu fazendo propaganda de LSD!?
Metastase- Essa aí foi a sacada, além de prender a galera eles puderam alertar a população contra os perigos do câncer, mostrando assim a importância do do exame doexame de prostata, é a PF quebrando tabus! Viva o Brasil!
Wood Stock- Porque a PF também curtiu o bom e velho rock´n roll bixo! (vai vê que foi o mesmo delegado da operação good vibes)
Pen Drive- Afinal a policia é ligada com o que há de mais moderno na tecnologia!

Ahh quem quizer pode se divertir e ver como a PF tem senso de humor e ver os nomes das operações de 2003 até
http://www.dpf.gov.br/DCS/operacoes/indexop.html

depois dizem que a intenet só tem merda

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Auxílio à lista, boa noite?

- Auxílio à lista, Luciana, boa noite, como posso ajudar?

- Luciana, me ajuda... Olha... Tô muito na merda, mergulhei de cabeça na fossa. Eu olho em volta e vejo tudo marrom. Mas marrom mesmo. Ontem mesmo eu vi a Alcione na minha janela. Já passou por isso?

- Auxílio à lista, Luciana, boa noite, como posso ajudar?

- Alooouu, tá ocupada demais segurando o pau mole e ensebado do seu chefe, é isso? Me ouve, porra. Tô na depressão aqui, preciso de alguém pra conversar. Vai lavar essa sua mão e me pergunta sobre a minha vida.

- Ahnnn...Auxílio à lista, Luciana, boa noite, como está a sua vida?

- Uma merda, Luciana, uma grande merda. Você não sabe como eu ando me sentindo. Já tentei até suicídio semana passada. Eu ia pular de um grande prédio e me espatifar contra o chão. Só que eu tenho medo de altura, sabe? Então eu fiquei me atirando de cima da minha escrivaninha, caindo no carpete. Pulei umas trinta vezes e só consegui arranjar uma luxação no traseiro.

- Mas senhor, por que você queria se matar?

- Bem, isso é porque eu me considero uma pessoa inferior. Andei lendo um livro de auto-ajuda, um tal de "Você é foda!", e até que ele me ajudou durante um tempo. Aluguei um carrinho de pamonhas e passei a ficar dando voltas pelo meu bairro gritando "eu sou foda!" pelo alto-falante do carro. As pessoas me apontavam na rua e diziam "olha, ele é foda". Daí uns carinhas que se achavam foda também começaram a me seguir e eu passei a andar em grupo. A gente circulava pela rua procurando pessoas estranhas. "Olha, um albino! Ele não é foda". Nisso corríamos atrás do cara com uns pedaços de pau cheios de prego.

- Nossa, eu sei como é isso, eu te entendo! Eu... eu esfaqueei minha irmã porque ela usava umas dessas pochetes fosforescentes na cintura e isso me constrangia. Preciso confessar... Eu retalhei o corpo dela, escondi no freezer e...

- Aloouu, boa-noite, Luciaanaa?! Essa daqui não é a história da sua vida, bosta. Você tá aí olhando pro seu próprio umbigo, contando esses causos de família e eu aqui na depressão. Dá pra me ouvir?

- Sim, claro. Lamentamos o incômodo, senhor.

- Tá. Mas aí, então, eu tava andando com essa turma pela rua, procurando pessoas estranhas, até que encontrei esse deficiente físico. Sabe uns sujeitos-cotocos, que nascem sem pé nem mão e se deslocam em cima do skate? Pois é, o cara tava nessa situação. Só que ele era casado, tinha uma mulher bonita, uns filhos criados. Parece que o cotoco conseguiu também um emprego bacana, como marketing regional manager na Coca-Cola. Alguém me contou que pra escrever um documento no Word ele ficava batendo com o nariz no teclado, que nem um frango. Só pedia ajuda pros outros na hora do control alt del. Mesmo assim o cotoco já tinha sido promovido várias vezes. E isso voltou a me deprimir totalmente. Eu odeio essas porras, sabe? Deficientes físicos que te dão uma lição de vida. Pro inferno com todos eles!

- Senhor, por falar em inferno, posso continuar com minha história?

- Não.

- Perfeitamente, isso não voltará a se repetir.

- Mas voltando: depois de me afundar outra vez na depressão eu resolvi viajar para bem longe. Fui pro campo, onde você pode ver à noite o céu todo estrelado. Daí eu vi uma estrela cadente e, logo depois, vi mais outras duas. Aproveitei para fazer um pedido: não queria mais ver estrelas cadentes. Voltei pra cidade grande e, como eu não tenho amigos, resolvi ligar hoje para você.

- Nós agradecemos a sua preferência, senhor.

- Nós quem? Você e o chefe do pau ensebado?

- Não. Nós, a empresa.

- Ah, sim, foi só por perguntar.

sábado, 3 de maio de 2008

Eu ligo

Eu nunca vou postar(nunca!?),pelo menos com a cabeça que tenho hoje sobre questões que eu tenha alguma dúvida.Ou sobre coisas que tiram meu sono durante a noite.
TUDO que eu posto aqui, são coisas que não teria o menor problema em dizer para um estranho na estação do metrô, ou algum conhecido que me perguntasse.

Eu não posto conflitos, ou qualquer coisa que ache mais particular minha. meus pots nunca falam de briga,ou de alguma atitude comprometedora. Talves porque eu seja reservado (mentira!) é por que não tenho coragem mesmo. Hoje escrevi 3 textos que jamais vou por na internet,por pura falta de coragem mesmo. De uma certa forma,eu ligo pro que outros pensam de mim, bem verdade que menos do que a maioria, porém muito mais do que eu gostaria.
Fico sempre impressionado com alguns que fazem do seu blog um diário, a maioria por carência.
Alguns fazem simplismente por não se importarem com 2° opiniões